quinta-feira, julho 13, 2006

Juro que gosto

Acordar sem ninguém chamar ou fazer barulho ou então acordar com um cheiro no cangote, um beijo quente.... Isso sim é coisa que torna a vida mais doce... Juro que gosto de ouvir Cold Play com amigos, tomar um chopp de vinho nas noites quentes e dizer o que penso sem me importar com comentários. Sabe aquela coisa de estar perto de quem nos faz sentir ser imortais e aqui não poderia deixar de citar o Dudu e o Everaldinho. Grandes parceiros de dor e alegria. Que saudade... E as loucuras de amor? aquelas de dormir escondido na casa dos pais, de viajar e amar ao luar, de alimentar na boca o desejo de ser só dele... de ser especial, imortal...

Acho que preciso de um paraágrafo para a pausa... para a pausa da vida, dessa loucura que é o centro e a agonia de tantas manhãs, de não saber o que vai ser e se vai ser como a gente quer, deseja, sonha... Esse lance de ter que conviver com pessoas vazias, bobocas e tão cheias de si, que não tem espaço para mais nada.

Juro que gosto da chuva no rosto, do vento embaralhando meus cabelos e pensamentos, do sorriso ao acaso, daquele olhar inesquecível do moço desconhecido, das mãos dos meus filhos no meu rosto, daquele telefonema na madrugada, do frio da noite, das estrelas na minha janela...

E como viver sem os sorrisos alheios, aqueles que melhoram aquele péssimo dia que vivemos uma ou mais vezes no mês? , sem os conselhos de mãe, sem as lembranças de infância, sem a loucura dos instantes em que deixamos de ser tudo para ser somente nossa essencia, nossa poesia?...

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